Nazaré
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Bonifácio Lázaro Lozano «Gente da Nazaré», s/d
(guache sobre tela)
- Museu de José Malhoa -
*
*
Nazaré
Não a outra, mas essa: a que do Sítio nos aponta o ocidente
E depois outras rotas para todos os quadrantes:
a praia de dentro
o jardim de fora e do fundo da nossa pequena
silhueta
- morte que se negou.
A solidão da praia do Norte
o assombro da luz
que alimenta a penumbra
Tudo o que por alegria calamos num passo estugado e
um pouco temeroso
Não importa, dizias tu,_ além é o mundo e ouve-nos
- pequeno veraneante de roupas coloridas que a alguém entregou
sua voz seu segredo
seu nítido momento.
E agora
não a outra mas tu
a que não entra nessa história sagrada em que Ester
colocou seu cântaro perto do muro caiado
e que em Azarias achou seu derradeiro refrigério
A mão_ a asa perfeitamente modelada
e depois seu abalar para sempre, seu
trespassado e imperfeito corpo até à claridade
- bóias barcos refluir de vagas_ as máquinas
fotográficas ao ritmo do que de longe a serra da Pederneira
conserva e permite.
Não a outra mas tu
a que outrora vi entre céus e uma sombra fugaz
Meu íntimo refúgio igual a mil_ a cem_ a um apenas.
As flores_ os fogareiros para o trabalho do peixe_ a jorna
Não a outra, mas essa: a que do Sítio nos aponta o ocidente
E depois outras rotas para todos os quadrantes:
a praia de dentro
o jardim de fora e do fundo da nossa pequena
silhueta
- morte que se negou.
A solidão da praia do Norte
o assombro da luz
que alimenta a penumbra
Tudo o que por alegria calamos num passo estugado e
um pouco temeroso
Não importa, dizias tu,_ além é o mundo e ouve-nos
- pequeno veraneante de roupas coloridas que a alguém entregou
sua voz seu segredo
seu nítido momento.
E agora
não a outra mas tu
a que não entra nessa história sagrada em que Ester
colocou seu cântaro perto do muro caiado
e que em Azarias achou seu derradeiro refrigério
A mão_ a asa perfeitamente modelada
e depois seu abalar para sempre, seu
trespassado e imperfeito corpo até à claridade
- bóias barcos refluir de vagas_ as máquinas
fotográficas ao ritmo do que de longe a serra da Pederneira
conserva e permite.
Não a outra mas tu
a que outrora vi entre céus e uma sombra fugaz
Meu íntimo refúgio igual a mil_ a cem_ a um apenas.
As flores_ os fogareiros para o trabalho do peixe_ a jorna
*******************************************entregue
a quem na memória retém surpresa e saudade
ou simplesmente no cimo da falésia avistou
horizontes_ ruas incólumes_ a escuridão das dunas.
a quem na memória retém surpresa e saudade
ou simplesmente no cimo da falésia avistou
horizontes_ ruas incólumes_ a escuridão das dunas.
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in «Antologia Canto de Mar» 2005, Colecção Bico da Memória,
Biblioteca Municipal da Nazaré
Etiquetas: Fotografia da autoria de José Pessoa (2001) IMC - Divisão de Documentação Fotográfica Lisboa, Lázaro Lozano (1906-1999) Nazaré, Nicolau Saião (1946) Monforte do Alentejo
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